Por Gabriel Toueg, de Israel*

Uma das pessoas mais interessantes que conheci nesta minha terceira visita a Israel chama-se Lydia Aisenberg. Jornalista escocesa, judia, mãe de cinco filhos nascidos no novo país, ela se dedica há 16 anos à causa do pacifismo e do entendimento entre judeus e árabes. Também é responsável pelo Departamento Internacional do Givat Haviva, entidade fundada em 1949 e contemplada, em 2001, com o Prêmio Unesco de Educação para a Paz.

Foi Lydia a mãe que, certa vez, internou o filho, então um soldado do Exército israelense, no centro de tratamento intensivo de um dos hospitais…


Valas abertas em cemitério de São Paulo (foto: Andre Penner/AP/Glow Images)

Como muitos dos que me conhecem já sabem, morei ao longo de sete anos em Israel. Mês que vem faz já 10 anos desde que voltei de lá, mas o período que passei cobrindo um dos lugares mais conflagrados e que despertam mais interesse no mundo deixaram marcas indeléveis. É natural. Israel, em sua curta história como nação, passou por ao menos um conflito, de maior ou menor intensidade, em cada uma de suas sete décadas de vida.

Não pretendo entrar no mérito do conflito de Israel com os vizinhos, seja a Palestina ou qualquer outro. …


Mesmo que você me conheça pessoalmente, será difícil me reconhecer atrás de camadas de paramentação. Mas esse aí, acredite, sou eu. Publico esta foto para pedir um momento de reflexão. Estive numa UTI de covid-19 e o que vi e ouvi me faz ter certeza: se não agirmos agora, como sociedade, para de fato reduzir o contágio, ainda vamos ficar nessa pandemia por muito tempo.

Vem comigo.

O jornalismo tem essa coisa fantástica de nos levar a situações inéditas, de nos colocar em lugares desconhecidos e de falar com pessoas extraordinárias. Como “estou” assessor de imprensa em São Paulo da…


Foto de Thomas de LUZE no Unsplash

NOTA: Este texto é a tradução do original We are not in this together!, de autoria de Agaba Tabitha, para The Pandemic Journal. Não é de minha autoria.

Desde o início da pandemia de Covid-19, uma série de providências têm sido tomadas e o lockdown tem sido amplamente utilizado como uma medida de contenção e prevenção. Da mesma forma, mensagens de encorajamento têm sido ouvidas de todas as partes do mundo, especialmente a de que “Estamos juntos nessa”.

No entanto, não estamos juntos nessa. Desde que surgiram diferentes versões de lockdown, a vida das pessoas tem mudado. Problemas já existentes…


Capa da edição de jul.2020 da revista Época Negócios (foto: Reprodução)

Estamos na vida para aprender. Nas últimas semanas, aprendi algo que gostaria de dividir com meus leitores, em especial os brancos: o racismo pode acabar e depende de cada um de nós, dia após dia, agir para que isso seja uma realidade. É preciso querer. É aquela história: já não basta “não ser” racista, é preciso ser antirracista. E entender que uma sociedade igualitária, não discriminatória, faz bem não apenas a quem é discriminado hoje, mas para todos.

Todo trabalho de reportagem é também um aprendizado. Por mais que saibamos muito do assunto sobre o qual vamos escrever, não tem…


Man drops mock crosses in honor of victims of covid-19 in Rio de Janeiro (photo by Carl de Souza/AFP)

Leia este texto também em português

Last weekend, Brazil surpassed the intolerable mark of 50 thousand deaths by COVID-19, this set of letters and numbers that have kept us at home, prohibited hugs and encounters, added face masks as our mandatory clothing. Words like “quarantine”, “isolation”, “live”, “alcohol gel”, “virtual” have become a part of our day-to-day vocabulary. We sometimes forget how to call the days while they pass as in Groundhog Day and we only differentiate day from night because the light changes.

Fifty-one thousand people are dead. I dare saying we no longer even know what those numbers mean.

I think it is utterly necessary to put this data in perspective. In just over 3…


Homem derruba cruzes em homenagem a vítimas da covid-19 no Rio de Janeiro (foto: Carl de Souza/AFP)

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No último fim de semana o Brasil superou a marca intolerável de 50 mil mortos por Covid-19, esse conjunto de letras e números que tem nos mantido em casa, que tem proibido abraços e encontros, que adicionou máscaras faciais à indumentária obrigatória. Palavras como “quarentena”, “isolamento”, “live”, “álcool em gel”, “virtual” passaram a fazer parte do nosso vocabulário diário. Os dias não têm mais nomes, passam na velocidade da marmota e só diferenciamos o dia da noite porque muda a luz.

São cinquenta e um mil mortos. Ouso dizer que já nem sabemos mais o que esses números significam.

Mas acho necessário colocar esses dados em perspectiva. Em pouco mais de 3 meses…


Ruas de Glasgow vazias e silenciosas durante o lockdown na cidade (foto: Tristan Stewart-Robertson)

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No filme O Cidadão Kane, resumindo o mistério de “Rosebud“, Thompson diz:

“O Sr. Kane era um homem que conseguiu tudo que queria e depois perdeu tudo. Talvez Rosebud fosse algo que ele não conseguira ou algo que perdera. Não acho que uma palavra possa explicar a vida de um homem. Não, acho que Rosebud é apenas uma peça de um quebra-cabeça… uma peça faltando.”

Recentemente passei algumas horas revisando mais de 120 páginas de notas fúnebres em jornais diários e semanais, regionais e locais. Conhecidos como “Hatches, Matches & Dispatches” porque noticiam nascimentos, casamentos…


🇳🇬 Chidera Rosecamille Aneke — jornalista da Nigéria. Co-produz e co-apresenta o programa de saúde #DarlingClinic na Darling FM. Interessada em temas de saúde, gênero e clima.

🇮🇹 Cinzia D’Ambrosi — premiada fotojornalista freelancer e diretora/ fundadora do Photojournalism Hub, advogando por justiça social através do jornalismo e do fotojornalismo independentes. Seu trabalho chama a atenção para a violência estrutural e abusos de poder estatal sobre as pessoas.

🇰🇪 Crystal Mwangi — estudante de Jornalismo e autora freelancer de Nairóbi, no Quênia. Editora do Daystar Oracle, jornal online independente da Daystar University. …


Tradução e adaptação do original, em inglês, “Dear Journalists, Stop Being Loudspeakers for Liars”, de autoria de Dan Gillmor

Jair Bolsonaro ‘conversa’ com jornalistas em frente ao Alvorada (foto: Adriano Machado/Reuters)

Por favor, apenas parem.

Parem por favor de dar tempo de tela para mentirosos. Parem de publicar as suas mentiras.

Por favor, perceba o que você está fazendo. Você está deixando mentirosos usarem suas normas tradicionais — que faziam sentido em diferentes épocas e situações — para transformar você em um amplificador de fraudes. Você sabe que está fazendo isso e às vezes até defende essa prática.

Por favor pare.

“Mas, mas, mas, mas” — você diz — , “ele é…

Gabriel Toueg

Journalist. Storyteller. Former Mideast and Chile, now in SP, Brazil. Freelancer writer. Check my portfolio https://gtoueg.journoportfolio.com/

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